quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Geoglifos no Acre - Mensagens para os Deuses?




O que são?

Geoglifos são vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos (linhas, quadrados, círculos, octógonos, hexágonos etc...), zoomorfos (animais) ou antropomorfos (formas humanas), de grandes dimensões e elaborados sobre o solo, que podem ser totalmente e melhor observados se vistos do alto, em especial, através de sobrevôo.
Geoglifos podem ser encontrados em várias partes do mundo. Os mais conhecidos e estudados estão na América do Sul, principalmente na região andina do Chile, Peru e Bolívia.
As linhas e geoglifos de Nasca, no Peru, são os exemplos mais conhecidos desses desenhos. Os mesmos foram descobertos em 1927, com o advento da aviação comercial. A Dra. Marie Reich dedicou a sua vida aos estudos dos geoglifos de Nasca. Embora bastante conhecidos, os geoglifos de Nasca ganharam fama mundial com o lançamento do livro “Eram os Deuses Astronautas” de Erich von Daniken.

Há alguns anos geoglifos também foram encontrados na região amazônica brasileira. Mais precisamente no Estado do Acre. Foram percebidos em 1977, quando o Prof. Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de Janeiro esteve nesta região localizando e estudando sítios arqueológicos, como parte do inventário nacional que estava sendo realizado pelo PRONAPABA – Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônia.
De lá para cá outros locais com estas estruturas foram descobertos e, entre 1985 e 1994 um desses sítios (Los Angeles, na Fazenda Ouro Branco) foi escavado por duas equipes, das quais participaram o Dr. Ondemar Dias (Coordenador), Profa.Mauricélia Sousa, Prof. Marcos Vinícius das Neves (Sub-coordenadores), Dra. Rosângela Menezes, Dra. Jandira Neto Dias, Prof. Divino de Oliveira, Valmir de Araújo, David Barroso, Maria Luiza Ochoa, Dr. Jacó Piccoli e Dr. Ondemar Blasi, entre outros. Os pesquisadores encontraram muita cerâmica indígena, o que indicava locais de antigas aldeias. ((Dias Júnior, O.F. & Carvalho, E.T. 1988 e Neves, M.V. 2002).


Visão Aérea

A real dimensão e extensão da área geográfica de ocorrência dessas estruturas, no entanto, só foi realmente percebida através de observação aérea.
Em meados da década de 1980, o Prof. Alceu Ranzi, ao olhar pela janela de um avião, em vôo comercial entre Porto Velho e Rio Branco, percebeu uma estrutura circular dupla, na margem da BR 317. Na época, em avião monomotor, uma equipe sobrevoou a área e o registro fotográfico foi obtido pelo fotógrafo Agenor Mariano. A nota da descoberta e as fotos foram publicadas na edição de 15 de Agosto de 1986 no jornal “O Rio Branco”.
Em 1999, em outra viagem, um vôo comercial de Porto Velho para Rio Branco, novamente o Prof. Alceu Ranzi, percebeu uma dessas gigantescas estruturas da janela do avião. Passou então a pesquisar o assunto, primeiro conseguindo pequenos aviões para sobrevoar a área, e depois visitando pessoalmente, em terra, para a obtenção de medidas.
A partir de 2000, com as fotos aéreas obtidas pelo fotógrafo Edison Caetano, os geoglifos do Acre tiveram repercussão nacional e internacional.
No dia 16 de abril 2000, os jornais A Tribuna e A Gazeta, ambos de Rio Branco, deram notícias de capa, com fotos aéreas dos geoglifos. Em 17 de abril de 2000 a TV Acre e TV Gazeta, noticiaram o assunto.
A Revista IstoÉ, edição de 23 de junho de 2000, publicou reportagem assinada por Peter Moon, com as fotos aéreas do Edison Caetano.
Com o incentivo positivo da repercussão na imprensa, foi apresentado em 2001, à Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre, o Projeto “Geoglifos Patrimônio Cultural do Acre”, o qual foi aprovado para receber apoio financeiro da Lei de Incentivo à Cultura e ao Desporto. Os recursos obtidos permitiram sobrevôos e mais fotos aéreas foram obtidas pelo Edison Caetano.
Em 28 de julho de 2002, reportagem sobre os geoglifos foi divulgada no Programa Fantástico da Rede Globo. O trabalho foi produzido pelo repórter Jefson Dourado da TV Acre.
Em 2005, em vôo patrocinado pela Secretaria de Turismo do Estado do Acre, o fotógrafo Sergio Vale, registrou os geoglifos da região das Quatro Bocas e da Fazenda Colorada.
Até agora está confirmada a existência de pelo menos uma centena dessas estruturas e a cada dia que passa mais geoglifos são descobertos.






Descoberta

Nas últimas décadas, com o avanço das frentes de expansão agrícola do sul do Brasil rumo à Amazônia, milhares de quilômetros quadrados anteriormente recobertos pela floresta transformaram-se em áreas destinadas à criação de gado. Essa mudança na paisagem possibilitou observar, a partir de meados da década de 1970, a existência de desenhos geométricos, escavados em baixo relevo, no solo argiloso do Estado do Acre, no Oeste da Amazônia, próximo da fronteira com a Bolívia. Era 1977 e como parte do inventário do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônica (PRONAPABA ), Patrocinado pelo Smithsonian Institution, de Washington, em colaboração com o CNPq, Museu Paraense Emílio Goeldi e Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), foi registrado pela primeira vez, nas imediações da sede da Fazenda Palmares a ocorrência de estruturas de terra de forma geométricas, posteriormente designadas de geoglifos. As pesquisas do PRONAPABA no Acre, em 1977, sob a coordenação do Prof. Dr. Ondemar Ferreira Dias Junior da UFRJ, contaram com a participação de Franklin Levy do IAB e Alceu Ranzi da UFAC.








IMPRENSA

Gigantescas formas geométricas aparecem na Amazônia

 

Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana.

O que são as gigantescas formas geométricas que estão aparecendo na Amazônia? Segundo os cientistas, os desenhos monumentais foram feitos muito antes de Cabral chegar ao Brasil. Mas por quem e como?
nº (66)
Elas passaram séculos escondidas pela floresta. Agora, com o desmatamento para criação de gado, estão aparecendo cada vez mais. Formas perfeitas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia. Vestígios de uma sociedade desconhecida ou restos do lendário reino de Eldorado, com que tantos exploradores sonharam?

Os cientistas chamam estes desenhos de geoglifos. “Isso aqui era um grande sistema que se estendia por centenas de quilômetros nessa região da Amazônia”, aponta Alceu Ranzi, paleontólogo da Universidade Federal do Acre.

Alceu Ranzi se dedica há 30 anos ao assunto. Ele fazia parte da equipe que descobriu os desenhos, em 1977. Mas foi só nos últimos tempos que o número de achados disparou, graças a fotos de satélite disponíveis na internet. Já são quase 300 geoglifos. De alguns, os pesquisadores nunca chegaram perto.
nº (74)
“Ninguém sobrevoou e ninguém fotografou, que são os geoglifos de Boca do Acre”, conta o paleontólogo da Universidade Federal do Acre Alceu Ranzi.

Apesar do nome, Boca do Acre fica no Amazonas. É para lá que vamos. Em pouco tempo, começamos a ver as formas. Algumas bem nítidas, outras parcialmente encobertas pela mata. “Normalmente são quadrados e círculos. Temos octógonos também”, descreve o paleontólogo.

Alguns geoglifos são mais elaborados, apresentam várias formas geométricas diferentes. Dá para ver um que tem um quadrado com um quarto de círculo dentro.
nº (79)
No solo, a gente percebe o grau de sofisticação. Para o fazendeiro Jacob Queiroz, de 93 anos, dono de terras onde existem algumas figuras, elas não podem ser simples obras da natureza: “Isso aqui foi gente que fez. É trabalho de engenheiro”.

Estamos num geoglifo quadrado, com 200 metros de lado. Valas delimitam a figura. Dentro de um desses canais, vemos que a terra foi escavada e cuidadosamente empilhada do lado de fora.

Por isso, chegou-se a pensar que as valas seriam trincheiras da Revolução Acriana, uma revolta do início do século XX contra a dominação da Bolívia no território. A história foi contada na minissérie "Amazônia", em 2007.
nº (80)
Mas a teoria das trincheiras está fora de cogitação. As análises geológicas publicadas mostram que os geoglifos são muito mais antigos: do século XIII. “Uns 200, 300 anos antes de Cabral”, calcula o paleontólogo Alceu Ranzi.

Para o professor Alceu, os geoglifos eram áreas de rituais religiosos. “Pela elaboração, pela monumentalidade, pelo espaço”, ressalta o paleontólogo da Universidade Federal do Acre.

Outra questão intrigante: como é que os habitantes daquela época, do século XII e XIII, conseguiram fazer isso dentro de uma floresta superdensa? “Essa região da Amazônia devia estar passando por um problema climático”, comenta o especialista.
nº (81)
Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana. Parecido com o cerrado brasileiro.

Falta ainda a principal peça do quebra-cabeça: que tipo de sociedade projetou esses monumentos? As principais teorias sobre os povos que viveram nesta região antes de o Brasil ser descoberto dizem que esses povos jamais teriam tamanha sofisticação. No entanto...

“Isto aqui nos indica que este povo que viveu aqui era um povo organizado”, mostra o paleontólogo da Universidade Federal do Acre.

“É possível que haja uma relação estreita com os antepassados dos índios atuais. Mas podem ter sido também outras populações que habitaram a região”, informa Jacó Piccoli, antropólogo da Universidade Federal do Acre.
nº (64)
É difícil estabelecer uma origem clara para os geoglifos, porque não se encontram pistas nas tradições dos índios que vivem hoje no Acre. “Eles não têm na sua memória, nas suas lendas, nos seus costumes, estas figuras”, diz o paleontólogo da Universidade Federal do Acre Alceu Ranzi.

Resta aos cientistas buscar indícios materiais, como cacos de cerâmica retirados dos geoglifos. “Mas ainda não encontramos uma cerâmica maravilhosa, alguma coisa de encher os olhos”, comenta Alceu Ranzi.

O que existe de concreto são alguns objetos achados na região, como os chamados vasos-caretas. Mas eles foram encontrados por habitantes da área, não por pesquisadores, e não dá para fazer uma ligação direta entre os vasos e os geoglifos.
nº (43)
Na falta de respostas, os moradores abraçam o sobrenatural. Seu Jacob conta que, estranhamente, as valas nunca alagam quando chove e que do chão sobe uma espécie de zumbido.

Também não faltam suposições delirantes. Exemplo: os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres. O mesmo já foi dito sobre as linhas de Nazca, no Peru - desenhos gigantescos no deserto, com formas de animais. Pura fantasia.

“As pessoas que viveram é que eram capazes de elaborar essas estruturas, como lá os egípcios foram capazes de fazer as pirâmides. Por que os nossos índios da Amazônia, os nossos habitantes daqui, não serem capazes? Está aqui a prova”, explica o paleontólogo da Universidade Federal do Acre Alceu Ranzi.

Voltamos ao sobrevoo e, surpresa, surgem vários desenhos desconhecidos. “Realmente, isso aqui é novo. São vários. Eu acho que eu contei cinco, só agora olhando aqui. Não tinha visto nem em imagem de satélite. Aqui, não tem cobertura de imagem de satélite”, comenta o paleontólogo Alceu Ranzi.
nº (4)
Quando olham para a imensidão dessa Floresta Amazônica preservada, os cientistas ficam imaginando quantos geoglifos, quantos desenhos geométricos estão escondidos debaixo dessas árvores. Eles estimam que nem 10% dos geoglifos tenham sido revelados.

Não é preciso derrubar a mata. Radares modernos podem encontrar os geoglifos mesmo cobertos pela floresta.

“O que vemos aqui é a pontinha de um gigantesco iceberg científico. Quando me perguntaram "descobriram o Eldorado?", sim, descobrimos o Eldorado para a ciência”, completa o paleontólogo Alceu Ranzi.

Fonte: http://www.geoglifos.com.br/geoglifos.htm








Geoglifos: Mensagens para os Deuses?


O Acre é um dos poucos lugares do
mundo onde é possível encontrar
vestígios arqueológicos representados
por figuras de grandes dimensões elaboradas
sobre o solo, os chamados Geoglifos.
Essas figuras, representadas por desenhos
geométricos (linhas, quadrados, círculos,
octógonos, hexágonos etc.), zoomorfos (animais)
ou antropomorfos (formas humanas),
são tão gigantescas que só podem ser totalmente
vistas do alto, em especial, através de
sobrevôo.
Os Geoglifos mais conhecidos e estudados
estão na América do Sul, principalmente na região
andina do Chile, Peru e Bolívia. As linhas
e geoglifos de Nazca, no Peru, são o exemplo
mais conhecido desses desenhos. Entretanto,
os Geoglifos existem também em outros países
como Austrália e Estados Unidos.
Os geoglifos de Nazca foram descobertos
em 1927, com o advento da aviação comercial
e ganharam fama mundial com o lançamento
do livro “Eram os Deuses Astronautas”
de Erich Von Daniken.
O fato dos geoglifos serem figuras que não
são vistas do solo levanta uma série de questionamentos
sobre a sua origem. A primeira
dúvida é como o homem conseguiria se guiar
para fazer figuras tão complexas como as de
Nazca? Esses questionamentos fizeram surgir
várias teorias, uma delas é que essas figuras
não foram feitas pelo homem, e sim por seres
extraterrestres. Outra teoria bastante aceita atualmente
é a de que esse povos tinham tecnologia
para fabricar balões e por isso puderam se
guiar para construí-los. Essa teoria foi inspirada
no fato de que um vazo foi encontrado com o
desenho de um balão.
O segundo “ponto de interrogação” é porque
desenhar figuras de forma que os homens
não podem vê-las? Para responder a pergunta
surgem também várias teorias, entre elas a
de que as figuras são realmente feitas para se
visualizar do alto, para devoção ou agradecimento
aos deuses.

Geoglifos no Acre

No Brasil os geoglifos podem ser encontrados,
principalmente na região do Vale do Acre, entre
os rios Acre, Iquiri e Abunã, na rota que vai
de Rio Branco à Xapuri (já foram encontrados
também em outras regiões do Acre, em Rondonia
e no Rio Grande do Sul). Nesta região, foram
encontrados apenas geoglifos geométricos -
círculos, quadrados, retângulos e espirais.
Os geoglifos acreanos foram descobertos
no final da década de 70, quando o avanço
das frentes de expansão agrícola do sul do
Brasil rumo à Amazônia retirou a cobertura
florestal de milhares de quilômetros quadrados.
Essa mudança na paisagem possibilitou
observar a existência de desenhos geométricos
escavados em baixo relevo.
Em 1977, como parte do inventário do
Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas
da Bacia Amazônica (PRONABA), foi
registrada pela primeira vez, nas imediações
da sede da Fazenda Palmares, a ocorrência
de estruturas de terra de forma geométricas,
posteriormente chamadas de geoglifos. As
pesquisas do PRONAPABA no Acre, coordenadas
pelo do Prof. Dr. Ondemar Ferreira
Dias Junior da UFRJ, contaram com a participação
de Franklin Levy do IAB e Alceu Ranzi
da UFAC.
Atualmente estão registrados 110 pontos
de ocorrência de Geoglifos no Estado, totalizando
a existência de 138 figuras, distribuídas
em uma área de 270 quilômetros entre Xapuri
e Boca do Acre, no sul do Amazonas. Acredita-
se que apenas 10% do total presumível
de geoglifos foram localizados até agora , em
parte devido à densidade da vegetação. Eles
ainda são um grande mistério para os pesquisadores,
mas crescem as possibilidades de terem
sido construídos por uma civilização que
viveu entre 800 e 2000 anos atrás.

Pistas para um Mistério

Há mil anos, populações pré-colombianas
da Amazônia Ocidental resolveram cavar
imensas trincheiras nos platôs que existem
entre os afluentes do alto rio Purus, um rio que

deságua no Amazonas. Formando imensos círculos
e quadrados, entre outras figuras geométricas,
esses locais foram palco de atividades
ritualísticas por nós desconhecidas, mas que
aparentemente buscavam comunicar-se com o
sobrenatural – deuses e antepassados. Os geoglifos
formam verdadeiros desenhos urbanos,
com caminhos que os conectam, com entradas
e saídas, sempre construídos em posição estratégica,
de forma a perceber de longe quem
se aproxima vindo das margens dos rios. A monumentalidade
dos geoglifos deve ter causado
temor, êxtase e respeito, sentimentos que experimentamos
quando adentramos uma catedral,
um palácio ou uma pirâmide. Reunidos nessas
grandes praças geométricas, os antigos amazônidas
sentiam-se conectados com o cosmos,
talvez esperando que suas necessidades fossem
atendidas.

Templo ou Fortificação?

Trincheiras são geralmente indícios de estruturas
defensivas, assim como muros podem
ser remanescentes de antigas paliçadas
(espécie de cerca feita de madeira ou adobe,
para cercar um assentamento, prevenindo do
ataque de inimigos). As trincheiras que formavam
os geoglifos parecem ter sido delimitações
de um espaço que ao nível do solo
separava o espaço mundano de uma espaço
sagrado, cuja monumentalidade o tornava
visível aos deuses. Os geoglifos podem ser
entendidos como templos, parte de uma geografia
sagrada que congregava peregrinos de
lugares longínquos.
Círculos são símbolos da totalidade do universo,
da perfeição, representam os atributos do absoluto.
Além disso, representam a circularidade dos fenômenos
naturais. Enquanto o círculo se identifica com
o céu, o quadrado se identifica com a terra, com os
pontos cardeais, com as quatro estações. É possível
que a construção de tais figuras monumentais estivesse
relacionada com uma magia que se acreditava
capaz de restaurar o equilíbrio das forças cósmicas
e naturais, em época de grandes dificuldades.
 


Uma Civilização Amazônica?

A idéia de civilização está ligada a cidades,
locais onde existem bairros e diversas
áreas comerciais e residenciais. Os geoglifos
tinham sim estradas que os conectavam, revelando
uma malha quase urbana de lugares
e caminhos. Ainda assim não poderíamos
chamá-los cidades, mas centros de encontro,
lugares sagrados onde se reunia uma população
bastante grande para a época. Localizados
a meio caminho entre os Andes e a
várzea amazônica, os geoglifos sofriam a influência
de ambos os ambientes e devem ter
sido palco de cerimônias, festas, conflitos e
encontros. Próximo a alguns geoglifos foram
encontrados sepultamentos e um estranho
tipo de vaso a que os arqueólogos chamaram
“vasos-caretas”, por apresentarem uma face
humana sobre o bojo. A representação de figuras
humanas na cerâmica das sociedades
amazônicas do período imediatamente anterior
à chegada dos europeus, no século XVI,
em geral mostra a preocupação em glorificar
os antepassados e venerar seus chefes.




Autoria
Dra. Denise Pahl Schaan, arqueóloga, Universidade Federal do Pará Fonte:http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/docs_expo/geoglifos.pdf

PUBLICAÇÕES:



Schaan, D., A. Ranzi e M. Pärssinen (Orgs). 2008 Arqueologia da Amazônia Ocidental: Os Geoglifos do Acre. Editora da Universidade Federal do Pará (EUFPA):Belém e Biblioteca da Floresta:Rio Branco, 192 p. :il.
Dias, Ondemar. 2006  As Estruturas Arqueológicas de Terra no Estado do Acre - Amazônia Ocidental, Brasil. Um Caso de Resiliência? In: Estudos Contemporâneos de Arqueologia, editado por O. Dias, E. Carvalho e M. Zimmermann, pp. 59-168. Unitins-IAB, Palmas, Tocantins.
Ranzi, A. & Feres, R. e Brown, F. 2007 Internet Software Programs Aid in Searc            clique aqui para ler o Artigo. ( formato pdf )
Dias Júnior, O.F. & Carvalho, E. 1988 As estruturas de terra da Arqueologia do Acre. Rio de Janeiro, IAB (Série Arqueo-IAB, Publicações Avulsas nº 1).
Neves, M.V. 2002 História Nativa do Acre. In: C. Leite (ed.) Povos do Acre, História Indígena da Amazônia Ocidental:10-15, Rio Branco.
Parssinen, M., Ranzi, A. Saunaluoma, S. e Siiriäinen, A. 2003 Geometrically patterned
ancient earthworks in the Rio Branco region of Acre, Brazil. In: Western Amazonia – Amazônia Ocidental, Renvall Institute Publications, Helsinki (14):97-133.

Ranzi, A. 2003 Geoglifos – Patrimônio Cultural do Acre. In: Western Amazônia – Amazônia Ocidental, Renvall Institute Publications, Helsinki (14):135-172
Ranzi, A. & Aguiar, R. 2001 Registro de geoglifos na região Amazônica – Brasil. Munda, Coimbra (42):87-90.
nº (5)
nº (16)
nº (57)
Ranzi, A. & Aguiar, R. 2004 Geoglifos da Amazônia – Perspectiva Aérea. Faculdades Energia, Florianópolis, 59 pp (Reedição amliada em 2005 pela Eletronorte).
LINKS DE MATÉRIAS RELACIONADAS PUBLICADAS NO BLOG:

 




- SERPENTE DE FOGO - Crop Circle representa a kundalini e os 7 chakras


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Grato pela vossa visita e volte sempre.
Antes de comentar leia por favor:

1. Os comentários deste blog são todos moderados e nos reservamos no direito de publica-lo ou não;
2. Escreva apenas o que for referente ao tema;
3. Não publicaremos comentários que visem promoção pessoal ou de site, de blog, de canal ou de qualquer página na internet;
4. Tampouco publicaremos comentário com publicidade, propaganda ou divulgação de empresas, negócios, partidos, religiões ou seitas;
5. Ofensas pessoais, vocabulário de baixo nível ou spam não serão aceitos;
6. Não fazemos parcerias, debates, discussões ou acordos por meio de comentários;
7. Para entrar em contato acesse nosso formulário de contato no rodapé da página;
8. Grato por participar e deixar aqui o vosso comentário.