Mostrando postagens com marcador arqueologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arqueologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ARQUEOLOGIA: 70 livros de metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica e do Apocalipse

Poderia ser este o maior achado, depois dos Manuscritos do Mar Morto?


Para os estudiosos da fé e da história, é um tesouro precioso demais. Esta antiga coleção de 70 livros pequenos, com páginas de chumbo amarrados com arame, pode desvendar alguns dos segredos dos primórdios do cristianismo. Os acadêmicos estão divididos quanto à sua autenticidade, mas dizem que se verificou serem tão fundamentais quanto a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947.

Lines of inquiry: The metal tablets could change our understanding of the BibleLinhas de investigação: As tabuletas de metal podem mudar nossa compreensão da Bíblia  

Nas páginas não muito maiores que um cartão de crédito, tem imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias.
Somando-se a intriga, muitos dos livros estão selados, levando a alguns acadêmicos a especular se eles não são a coleção perdida de códices, mencionados no livro bíblico de Apocalipse.
Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna em uma parte remota do Jordão, numa região conhecida como o lugar que os cristão se refugiaram após a queda de Jerusalém em 70 D.C. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados lá.
Testes iniciais de metalúrgia, indicam que alguns desses livros poderiam datar do primeiro século D.C.

One of 70 ring-bound books (codices) made of lead and copper
One of 70 ring-bound books (codices) made of lead and copper
Hidden meaning: Scrolls, tablets and other artifacts, including an incense bowl, were also found at the same site as the tablets
Significado oculto: listas, tabuletas e outros artefatos, incluindo um vaso de incenso, também foram encontradas no mesmo local.

Os livros de metal contêm páginas com imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias. 
X marks the spot: The cave in Jordan where the artifacts were discovered 
A caverna na Jordânia, onde os artefatos foram descobertos  

Dr Margaret Barker, a former president of the Society for Old Testament Study, confirmed that a sealed book is mentioned in the Bible
Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudo Velho Testamento, confirmou que um livro selado é mencionada na Bíblia

“Assim que eu vi isso, fiquei estarrecida”, disse ela. “Há um pequeno edifício com uma abertura, e por trás as paredes da cidade. Há paredes retratada em outras páginas desses livros também e eles certamente se referem a Jerusalém". A equipe inglesa que lidera o trabalho sobre a descoberta tem receio de que o atual ‘guardião’ do mesmo que é de Israel, possa ter levado para vender alguns dos livros no mercado negro, ou pior – destruí-los. Mas o homem que detém os livros nega a acusação e alega te-los em poder de sua família há 100 anos. Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, disse: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que se abria somente pelo Messias. Outros textos da época falam de livros selados de sabedoria e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto para essa descoberta. ”
Esta estimativa é baseada na forma de corrosão que apresenta, o que especialistas acreditam ser impossível conseguir artificialmente. Se a datação for confirmada, o livro estaria entre os primeiros documentos cristãos, antecedendo aos escritos de São Paulo.
A perspectiva de que eles possam conter relatos contemporâneos dos últimos anos da vida de Jesus tem animado os estudiosos – apesar de seu entusiasmo ser temperado pelo fato de os peritos já terem sido enganados por falsificações sofisticadas.
David Elkington, um estudioso britânico da história religiosa antiga e arqueologia e um dos poucos a ter examinado os livros, disse que eles poderiam ser “a grande descoberta da história cristã."
“É um pensamento de tirar o fôlego, que esses objetos poderiam ter sido guardados pelos santos nos primórdios da Igreja”, disse ele.
Mas os mistérios sobre as suas páginas antigas não são o único enigma dos livros. Hoje, o paradeiro deles também são um mistério. Após a sua descoberta por um beduíno da Jordânia, o tesouro foi posteriormente adquirido por um beduíno israelense, que diz te-los contrabandeado ilegalmente através da fronteira com Israel, onde permanecem.
No entanto, o governo jordaniano está agora trabalhando para repatriá-los e garantir a sua volta. Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que os livros têm sua origem cristã, já que em suas placas tem um modelo de um mapa da imagem da cidade santa de Jerusalém.
O Professor Davies disse: “A possibilidade de origem hebraica-cristã é certamente sugerida pela imagem e, em caso afirmativo, esses códices são susceptíveis de trazer luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo, mas até agora pouco conhecido da história.”
David. Elkington, que está liderando os esforços britânicos para ter os livros de volta para a Jordânia, disse: “É vital que a coleção possa ser recuperada intacta e segura, nas melhores condições possíveis, tanto para o benefício dos seus proprietários como para uma potencial audiência internacional.”




Ainda assim, outros estudantes de história cristã estão pedindo cautela, citando precedentes, tais como a descoberta desmascarado de um ossário que se diz conter os ossos de Jesus. Estudioso do Novo Testamento Larry Hurtado observa que, uma vez que estes códices são miniaturas, eram provavelmente destinados a particulares, ao invés de uso litúrgico. Este teria provavelmente a sua data de origem mais próximo do terceiro século AC. Mas só mais investigação e tradução integral dos códices pode confirmar plenamente a natureza da descoberta. A maior lição aqui é provávelmente de Eclesiastes 3:01, ser paciente, uma vez que “para tudo há uma estação.”
(Elkington David Recursos / Rex Rex EUA /)

Fonte: http://fimdostempos.net/70-livros-metal-jordania.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ARQUEOLOGIA: Descobertas recentes e interessantes (PARTE 2)



1 - Cientistas afirmam que suposto crânio de Hitler é de uma mulher

 

O fragmento de crânio que se acreditava que pertencia ao ditador alemão Adolf Hitler e que está guardado em Moscou corresponde, na realidade, a uma mulher, afirmou hoje um grupo de cientistas da Universidade de Connecticut.
“Os resultados de nossos exames foram óbvios desde o primeiro momento. As amostras que analisamos correspondem ao crânio de uma mulher, sem lugar a dúvidas”, disse hoje à Agência Efe a professora de biologia molecular e celular dessa universidade americana Linda Strausbaugh.
A professora analisou junto com vários cientistas amostras de DNA que o arqueólogo americano Nick Bellantoni obteve em uma viagem à Rússia do crânio que as autoridades desse país afirmam que corresponde a Hitler e que foi descoberto em 1993 em um dos arquivos secretos da antiga União Soviética.
Os resultados desses exames levam novamente a dúvidas sobre se o Führer realmente se suicidou em 1945 perante a entrada das tropas soviéticas a Berlim.
Suposto crânio de Hitler, guardado na Rússia Suposto crânio de Hitler, guardado na Rússia
Além disso, abriu a possibilidade de que esses restos guardados em Moscou e que foram expostos pela primeira vez em 2000 correspondam à companheira de Hitler, Eva Braun.
A professora, no entanto, explicou que é “muito duvidoso” que possam investigar sobre se o crânio em questão corresponde a Braun, que se acredita que tenha se suicidado com Hitler, porque a amostra de DNA corresponde a “um perfil parcial e não completo”, devido ao mau estado dos restos.
Fonte: Terra/EFE



2 - Guerreiro enterrado há 2 mil anos é descoberto no Peru

 

Arqueólogos anunciaram nesta terça-feira a descoberta dos restos de um guerreiro que teria sido enterrado há cerca de 2 mil anos no norte do Peru, no que seria a origem da dinastia dos poderosos senhores de Sipán.
O personagem, enterrado a cerca de 11 m de profundidade com o crânio voltado para o nascente, ajudaria a comprovar que Sipán, um centro administro e religioso, foi parte de um conjunto de santuários que marcam a etapa inicial da cultura mochica, que se desenvolveu entre os séculos I e I e VI da era cristã.
“É o mais antigo, dá origem provavelmente a toda a dinastia dos poderosos senhores de Sipán que se assentaram aqui em Lambayeque”, disse por telefone Luis Chero, diretor do Museu de Tumbas Reais. Entre os descobrimentos de Sipán figura uma majestosa tumba construída para um governante pré-inca, exibida em outro museu de Lambayeque, cerca de 750 km ao norte de Lima.
Tumba do guerreiro moche, onde pode-se ver a armadura e lança. Do jornal El Mundo. Tumba do guerreiro moche, onde pode-se ver a armadura e lança. Do jornal El Mundo.
Chero acrescentou que já foi possível examinar partes das extremidades superiores e inferiores e da coluna do guerreiro, mas que ainda não foi possível definir seu crânio “porque justamente é ali onde tem a coroa, (o que) significa que é um personagem de status.” “Estamos nos primeiros níveis, ainda nos falta continuar escavando, não sei que surpresa encontraremos”, acrescentou.
O Peru é rico em tesouros arqueológicos, como a famosa cidadela inca de Machu Picchu, na região andina de Cusco.
Fonte: Reuters/Terra



3 - Itália encontra esqueleto de guerreiro de 4.500 anos




ROMA (Reuters) – Um esqueleto com aproximadamente 4.500 anos de idade, provavelmente um guerreiro morto por uma flecha no peito, foi descoberto em uma praia no sul de Roma, informou a polícia italiana neste sábado. O esqueleto bem preservado, apelidado de “Nello”, foi encontrado durante patrulha de rotina em torno de áreas de interesse arqueológico em maio.
“Nós achamos que fosse de um soldado romano, mas então os especialistas identificaram que remonta ao terceiro milênio A.C. (antes de Cristo)”, disse Raffaele Mancino, uma autoridade da divisão policial que supervisiona a herança cultural da Itália.
guerreiroitaliano
Seis pequenos vasos foram descobertos enterrados junto com o esqueleto, cujos pés estão desaparecidos. 
O jovem homem provavelmente viveu a apenas centenas de anos de “Otzi”, o homem do gelo, cujo corpo foi encontrado congelado nos Alpes Italianos, em 1991.
Arqueologistas disseram que planejam novas escavações, já que a descoberta pode ser um indício de um cemitério mais amplo na área.
(Reportagem de Deepa Babington)
Fonte: Último Segundo/Reuters



4 - Homem se espalhou pelo mundo há 40 mil anos, diz pesquisa

 

As populações humanas da África começaram a se propagar e crescer no continente no final da Idade de Pedra, há 40 mil anos, afirma um relatório divulgado nesta terça-feira pela revista PLoS ONE. A investigação, baseada em dados genéticos e realizada por cientistas da Divisão de Biotecnologia da Universidade do Arizona, afirma que as povoações ao sul do Saara começaram a crescer até antes do desenvolvimento da agricultura.
Os cientistas afirmam que a investigação apoia a tese de que o crescimento demográfico teve uma grande influência na evolução das culturas humanas de finais do Pleistoceno. Até agora, os cientistas não chegaram a um consenso sobre se os humanos começaram a aumentar sua população como resultado de novas tecnologias criadas por grupos de caçadores no final do Pleistoceno ou com o advento da agricultura no Neolítico.
O grupo, liderado pelo paleontólogo Michael Hammer, aliou informação genética com descobertas paleontológicas e arqueológicas para determinar os primeiros capítulos evolutivos da humanidade. Os especialistas, que contaram com a ajuda do Instituto de Genética Humana de San Francisco e do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, analisaram o material genético de 184 indivíduos de sete grupos humanos e utilizaram um modelo informático para simular sua evolução genética.
Com essa fórmula, determinaram que a aparição de caçadores e de grupos produtores de alimentos coincidiu com um aumento da população que começou muito antes do início da agricultura. Através de um desenho experimental e do uso da informática, o grupo estabeleceu que a expansão demográfica provavelmente começou no final da Idade de Pedra.
Este é um período da pré-história que produziu um grande número de sítios arqueológicos, tecnologias e deslocamento de povoações sobre grandes distâncias, segundo os cientistas.
Fonte: Terra/EFE



5 - Ouça a música da flauta mais antiga do mundo!

Se já não foi impressionante saber da existência de um instrumento musical tão antigo, agora é possível ouvir uma música tocada nessa flauta!
O podcast é do site do Estadão, e para ouvi-lo, basta clicar aqui ou na foto da flauta:
Flauta Pré-histórica Flauta Pré-histórica

Flauta de 35 mil anos é o mais antigo instrumento musical
Objeto feito de osso de abutre foi achado na mesma caverna da mais antiga escultura do corpo humano

BERLIM – Uma flauta de osso de pássaro descoberta em uma caverna da Alemanha foi entalhada há cerca de 35 mil anos e é o mais antigo instrumento musical artesanal já descoberto, dizem arqueólogos, oferecendo a mais nova evidência de que as primeiras populações humanas da Europa tinham uma cultura complexa e criativa.
Uma equipe liderada pelo arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen, montou a flauta  a partir de 12 fragmentos de osso de abutre, espalhados por uma pequena área da caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha.
Juntas, as peças formam um instrumento musical de 22 centímetros com cinco furos e uma extremidade em forma de “V”. Coranrd disse que a flauta tem 35 mil anos de idade.
“É, sem dúvida, o mais antigo instrumento musical do mundo”, disse o arqueólogo. A descoberta está descrita na edição desta semana da revista Nature.
Outros arqueólogos concordaram com a avaliação de Conard.
A arqueóloga especializada no período paleolítico April Nowell, da Universidade de Victoria, no Canadá, disse que a data da flauta é anterior à de outros instrumentos, “mas não tão mais antiga que chegue a ser surpreendente ou polêmico”. Ela não tomou parte no trabalho de Conard.
A flauta de Hohle Fels é mais completa e um pouco mais velha que fragmentos de osso e marfim de sete outras flautas, também encontradas no sul da Alemanha e documentadas por Conard e colegas nos últimos anos.
Outra flauta, descoberta na Áustria, teria 19 mil anos, e um conjunto de 22 flautas encontradas nos Pirineus franceses foram datadas de 30 mil anos atrás.
A equipe de Conard escavou a flauta em setembro de 2008, o mesmo mês em que descobriu seis fragmentos de marfim em Hohle Fels que compõem uma estatueta feminina que, acredita-se, é a mais antiga escultura de uma forma humana.

Juntas, flauta e estatueta – descobertas na mesma camada de sedimento – sugerem que seres humanos anatomicamente modernos haviam estabelecido uma cultura avançada na Europa há 35 mil anos, disse o arqueólogo Wil Roebroeks, da Universidade de Leiden, na Holanda, e que não tomou parte em nenhuma das duas descobertas.

Roebroeks disse que é difícil saber qual o grau de inteligência ou de desenvolvimento social desse povo. Mas os vestígios materiais que deixaram – escultura, instrumentos musicais, adornos – combinam com objetos associados ao comportamento dos seres humanos modernos.
“Isso mostra que, já no momento em que os humanos modernos entraram na Europa… em termos de cultura material, eram tão modernos quanto possível”, disse ele.
Neandertais também viviam na Europa na época em que a flauta e a estatueta foram feitas, e frequentaram a caverna de Hohle Fels. Tanto Conard quanto Roebroeks acreditam, no entanto, que os depósitos de vestígios deixados por ambas as espécies, ao longo de milhares de anos, indicam que os artefatos foram criados por humanos.
“O registro material é tão completamente diferente do que aconteceu nas centenas de milhares de anos anteriores, com os neandertais”, disse Roebroeks. “Eu apostaria que humanos modernos criaram e tocaram essas flautas”.
Em 1995, o arqueólogo Ivan Turk encontrou um osso de urso em uma caverna da Eslovênia, e que ficou conhecido como a Flauta de Divje Babe. Turk datou o objeto de 43 mil anos atrás e sugeriu que fosse uma flauta usada por neandertais.
Mas outros arqueólogos puseram a hipótese em questão, sugerindo que os furos feitos no osso eram marcas dos dentes de um animal carnívoro.
Fonte: Estadão/AP



6 - Artefatos de caça de 10 mil anos são achados em lago nos EUA

 

“O Lago Superior, dizem, nunca liberta seus mortos”. Ou pelo menos essa é a letra da canção “The Wreck of the Edmund Fitzgerald”, de Gordon Lightfoot. Mas no lago Huron a história é diferente. Pesquisadores da Universidade do Michigan, Estados Unidos, encontraram provas de uma antiga cultura centrada na caça, por sob as águas do lago.
Estudando uma crista rochosa subaquática por meio de um sonar de ondas laterais e de veículos de controle remoto, John O¿Shea, do Museu de Antropologia, e Guy Meadows, do Laboratório de Hidrodinâmica Marítima da universidade, descobriram formações e implementos de pedra que se assemelham aos usados hoje na região ártica canadense para a caça de caribus.
Os implementos submersos datam de 7,5 mil a 10 mil anos atrás, quando o nível do lago era muito mais baixo e a crista servia como uma ponte terrestre entre os territórios dos atuais Michigan e Ontário, dividindo o lago em dois.
Pesquisadores encontraram provas de uma antiga cultura centrada na caça que vivia onde fica atualmente o Estado do Michigan

Os pesquisadores utilizaram seu conhecimento sobre as atuais práticas de caça ao caribu e dados batimétricos sobre o fundo do lago a fim de localizar pontos promissores para investigação, ao longo da crista, disse Meadows. Entre eles, localizaram uma fileira de rochas com 300 m de comprimento que servia como um “conduto”, usado pelos inuits para forçar os caribus a se movimentarem em determinada direção. “O povo em questão parece fazer tudo da maneira que os inuits fazem”, diz Meadows.
Os pesquisadores dizem ter encontrado também indícios de pedras posicionadas de forma a servir como esconderijos para os caçadores, que se posicionavam atrás delas para emboscar os caribus. As constatações estão descritas em relatório publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Os implementos em pedra provavelmente são obra de paleoíndios, os primeiros povos a migrar da Ásia para a América do Norte. Os traços encontrados no Lago Huron são os primeiros indícios da presença de objetos de valor arqueológico nas águas da região.
Fonte: Terra/The New York Times
Autor: Henry Fountain



7 - Arqueólogos encontram civilização mais antiga que os Incas


Apesar da chamada da notícia, o fato não é novo. Já havia inclusive postado uma notícia anterior dessa descoberta aqui no blog. Mesmo assim, posto esta nova notícia, por trazer algumas informações atualizadas sobre o andamento das pesquisadas na cidade dos Chachapoyas.
Pesquisadores encontraram, entre a Cordilheira dos Andes e a Amazônia, ruínas de uma civilização mais antiga que a dos Incas, chamada Chachapoyas. Considerada uma das primeiras cidades da América, a região era separada por uma grande muralha de 600 metros de comprimento e 30 de altura.
Da cidade, sobraram vestígios de 420 casas. Todas as construções possuem formas arredondadas. Segundo os arqueólogos, o povo chachapoyas acreditava na cultura eterna. Por isso o uso da circunferência, que não tem começo nem fim.
De acordo com os pesquisadores, as casas maiores deveriam abrigar de 6 a 8 pessoas, que já vivam de maneira organizada. Os buracos na parede, como se fosse um armário embutido para guardar roupas e pertences, indica o estilo de vida. Para Julio Rodrigues, arqueólogo que comanda as pesquisas, o antigo povo vivia em sociedade com políticas e economias muito bem estabelecidas.
As escavações continuam e estão sendo realizadas cuidadosamente, já que no local foram encontrados alguns crânios e restos de cerâmicas. O principal objetivo do arqueólogo agora é descobrir como a civilização Chachapoyas desapareceu.
Fonte: National Geographic Brasil


8 - Arqueólogos alemães apresentam escultura de 35 mil anos

É possível que esta seja a escultura humana mais antiga já descoberta!

A estátua foi esculpida em marfim de mamute A estátua foi esculpida em marfim de mamute
Arqueólogos alemães apresentaram nesta quarta-feira uma estátua de uma mulher esculpida em marfim de mamute, em Tuebingen. 
A obra foi descoberta na região do Danúbio-Alb.
Segundo informações da agência Efe, os especialistas acreditam que esta seja a escultura humana mais antiga conhecida. 
Ela teria sido produzida há 35 mil anos.
Mais imagens:

Especialistas acreditam que esta seja a escultura humana mais antiga conhecida, com 35 mil anos
Especialistas acreditam que esta seja a escultura humana mais antiga conhecida, com 35 mil anos
A pequena estátua é uma vênus talhada com formas desproporcionais
A pequena estátua é uma vênus talhada com formas desproporcionais
Fonte: Terra

ARQUEOLOGIA: Descobertas recentes e interessantes (PARTE 1)


1 - A Cidade Submersa ao largo da costa de Cuba
 

 
Em maio de 2001, uma empolgante descoberta foi feita pela Advanced Digital Communications (ADC) que estava mapeando o fundo do oceano nas águas territoriais de Cuba. 
As leituras do Sonar revelaram algo inexperado e um tanto incrível há 60 metros abaixo: pedras dispostas em um padrão geométrico que pareciam muito com as ruínas de uma cidade.
“A natureza não poderia criar algo tão simétrico.
Isto não é natural, mas nós não sabemos o que é”, disse Paul Weinzweig, da ADC. 
Uma grande cidade submersa? 
A National Geographic demonstrou um grande interesse no sítio e esteve envolvida em investigações subseqüentes. 
Em 2003, um minisubmarino mergulhou para explorar as estruturas. 
Paulina Zelitsky, da ADC, disse que viram uma estrutura que “parecia ter sido um grande centro urbano. 
Entretanto, seria totalmente irresponsável dizer o que era antes de se ter evidência.”



2 - Homem já navegava há 130 mil anos, dizem arqueólogos

 

Indícios encontrados na ilha de Creta revelam que homem cruzou o mar Mediterrâneo milhares de anos antes do que se acreditava

Arqueólogos gregos e americanos descobriram na ilha grega de Creta indícios de que o homem já cruzava os mares há 130 mil anos, muito antes do estimado até agora, informou nesta segunda-feira o Ministério de Cultura da Grécia.
Os cientistas encontraram perto das localidades de Plakias e Preveli, no sudeste da ilha, ferramentas da Idade de Pedra.
Trata-se de machados no estilo Acheulean, relacionado ao Homo heidelbergensis e ao Homo erectus, dois “antepassados” do atual ser humano.
Estas ferramentas têm, pelo menos, 130 mil anos, mas também poderiam chegar aos 700 mil anos, garante o Ministério grego em comunicado.

Na imagem, ferramentas paleolíticas indicam de que o homem navegava há 130 mil ano
Na imagem, ferramentas paleolíticas indicam de que o homem navegava há 130 mil anos

Apesar da contínua pesquisa da pré-história em Creta, berço da civilização minoica, até pouco tempo não havia nem sequer provas de que tinha sido habitada antes do período neolítico (7000-3000 a.C.).
Segundo o Ministério, as descobertas são “o indício mais antigo da navegação marítima“.
“Os resultados não só demonstram a existência de viagens por mar no Mediterrâneo milhares de anos antes do que sabíamos até hoje, mas também alteram a avaliação das habilidades do homem“, acrescenta o Ministério.


Fonte: EFE/Último Segundo
http://inconscientecoletivo.net/category/arqueologia/



3 - Achados no Peru templos de mais de 4 mil anos

 

Segundo arqueólogo, os centros cerimoniais, que ficam em área de floresta, podem ser os mais antigos do país

Uma equipe de arqueólogos peruanos encontrou dois centros cerimoniais de mais de 4 mil anos em uma floresta no norte do Peru. Eles seriam os mais antigos do país e fazem parte da cultura bracamoros, de acordo com o jornal El Comercio.
Foram achados 14 sítios funerários, que tinham oferendas e ossadas de crianças e adolescentes. O local onde os vestígios arqueológicos foram encontrados era usado anteriormente como depósito de lixo pelos moradores de Jaén. Até que uma equipe de arqueólogos liderada por Quirino Oliveira decidiu desenterrar as estruturas, estimulados por evidências de fósseis e de cerâmica encontradas nas últimas décadas.
templo Escavação. Arqueólogos trabalham em Jaén, no Peru No início dos trabalhos, em maio deste ano, foi achada uma grande parede semicircular construída com uma mistura de argamassa de barro e pedras que pesam 200 quilos. Olivera disse que se pode estar “frente a uma das primeiras civilizações do Peru”. “Nem nos Andes ou no litoral, templos com essa idade e esses recursos foram encontrados”, afirmou.
Os dois templos, localizados na região de Montegrande e San Isidro, são os primeiros encontrados no Peru numa região de contato entre floresta e montanhas.

Fonte: EFE/Estadão


4 - Encontrado documento de 3,4 mil anos, o mais antigo de Jerusalém


A Universidade Hebraica de Jerusalém divulgou nesta segunda-feira a descoberta de um pequeno pedaço de argila de aproximadamente 3,4 mil anos. Segundo a instituição, o objeto foi descoberto nas muralhas da cidade antiga e é o documento escrito mais antigo da história de Jerusalém.
Os cientistas acreditam que o fragmento fazia parte de uma tabuleta que, por sua vez, pertencia aos arquivos reais da época da Idade do Bronze, muito antes de a cidade ser conquistada por Davi.
O fragmento é muito pequeno, com 2 cm por 2,8 cm, e contém símbolos cuneiformes do idioma acádio. Os cientistas afirmam que os significados das palavras não têm grande importância (os pesquisadores traduziram palavras como “você”, “onde”, “tarde” e outras), ao contrário da sua forma, de grande nível, o que indica ter sido escrita por um escriba muito hábil o que, por sua vez, indica que documento pertenceu à realeza da época. Contribui para essa hipótese um exame que indica que a argila da tabuleta é da região de Jerusalém, e não de outro reino da época.
Ainda de acordo com a universidade, o fragmento é cerca de 600 anos mais velho que o documento que até então era considerado o mais antigo. O pedaço de argila indica ainda, segundo os cientistas, que Jerusalém era uma cidade importante durante a época, o que vai contra o que se acreditava até agora, de que esse centro urbano só foi ganhar importância anos mais tarde.
Especialistas acreditam que o fragmento tenha 3,4 mil anos Foto: AFP Especialistas acreditam que o fragmento tenha 3,4 mil anos Foto: AFP


Fonte: Terra


5 - Túmulo mais antigo do México é achado em pirâmide

 

Arqueólogos descobriram em um vale do sul do México um túmulo que pode ter até 2,7 mil anos de idade e que seria a prova mais antiga no México e América Central do uso de pirâmides como recintos funerários.

Dentro de uma pirâmide que devia ter cerca de sete metros de altura foi encontrado, no sítio arqueológico de Chiapa de Corzo, no Estado de Chiapas, o túmulo de quatro pessoas: um homem e uma mulher que aparentemente ocupavam alto escalão na sociedade zoque ou olmeca, um menino e um jovem.
Até agora, as sepulturas mais antigas em pirâmides da região tinham sido encontradas na zona maia e datavam de entre 200 e 700 d.C. “É uma das evidências mais antigas do uso de templos de estrutura piramidal para sepultar pessoas”, disse à Reuters Emiliano Gallaga, arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) que participou das pesquisas na área. “Avaliamos que data de 700 ou 500 anos antes de Cristo, ou seja, entre 2,5 mil e 2,7 mil anos atrás“, disse.
Dentro da pirâmide – com escadas de barro e um templo na parte superior -, os restos mortais do homem traziam um colar e pulseiras nos braços e tornozelos, feitos de milhares de contas de jade, âmbar e pérolas de rio, além de uma pequena máscara de estuque com resquícios de obsidiana verde.
A ossada de uma mulher foi encontrada em uma tumba de cerca de 2,7 mil anos, no México
A ossada de uma mulher foi encontrada em uma tumba de cerca de 2,7 mil anos, no México
Também participaram da descoberta arqueólogos da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e da Universidade Brigham Young (BYU), dos EUA, trabalhando com ajuda financeira do governo mexicano e da National Geographic Society.
A mulher trazia adornos funerários muito semelhantes aos do homem, e o menino e o jovem teriam sido sacrificados em homenagem aos adultos. O jade e a obsidiana presentes nos artigos funerários revelaram que Chiapa de Corzo tinha contato com o centro do México e com a Guatemala, de onde vinham esses materiais.
Chiapa de Corzo foi um antigo centro comercial e administrativo cuja origem remonta a quase 3.500 anos e que serviu de ponto estratégico nas rotas comerciais entre o Golfo e o Pacífico. Hoje é um sítio arqueológico aberto ao público.
O local foi habitado pelos zoques, uma etnia dos Estados de Chiapas, Oaxaca e Tabasco, no sudeste do México. Mas algumas vasilhas entalhadas encontradas no túmulo possuem elementos olmecas semelhantes ao sítio pré-hispânico de La Venta, em Tabasco, considerado a parte central da zona olmeca, célebre pela descoberta de grandes cabeças de pedra.
O fato leva os arqueólogos a pensar que os dois sítios podem ter sido fundados pelos olmecas. “Os olmecas podem ter fundado tanto La Venta como Chiapa de Corzo”, disse Gallaga. “Não é coincidência que saibam realizar os mesmos rituais, acomodar os elementos da mesma forma, ter os mesmos materiais ao mesmo tempo.”


Fonte: Reuters/Terra

Saiu também no Estadão.com.br:

____________________________________________________

6 - Arqueólogos encontram pirâmide com tumba que pode ser a mais antiga da Mesoamérica

 

Construção no México contém quatro esqueletos enterrados há 2,7 mil anos.

Arqueólogos encontraram no sul do México uma pirâmide contendo a tumba de uma alta autoridade pré-colombiana que pode ser a mais antiga do seu tipo em toda a Mesoamérica, a região que se estende do sul do México até a Costa Rica.
A pirâmide contém quatro esqueletos, indicando um enterro múltiplo realizado há 2,7 mil anos. De acordo com os cientistas, seria o antecedente mais remoto do uso de pirâmides como recintos funerários em toda a região.
Dois dos esqueletos, segundo os cientistas, estariam rodeados de pedras de jade e âmbar, além de objetos valiosos para a época, feitos de cerâmica.
Isto indicaria que um deles poderia ser o de um importante líder ou clérigo de Chiapa de Corzo, um proeminente assentamento da época.
Junto à câmara principal, os arqueólogos encontraram outro sepulcro contendo um esqueleto, “provavelmente de uma mulher” que faleceu por volta dos 50 anos de idade.
A descoberta foi feita na zona arqueológica Chiapa de Corzo, no Estado mexicano de Chiapas, por arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), da Universidade Nacional Autônoma (UNAM) do México e da Universidade Brigham Young, dos EUA.
Segundo os pesquisadores, a descoberta sugere que o uso de pirâmides como recintos funerários pode ser mais antigo do que se pensava anteriormente e poderia ser anterior à cultura maia.
A tumba estudada está localizada dentro de uma pirâmide que pode ter tido até sete metros de altura quando foi construída, com escadas de barro levando a um templo no topo de sua estrutura.
Sacrifício humano?
A câmara funerária, medindo quatro metros de comprimento por três de largura, foi encontrada após 24 horas de escavações.
A câmara principal guardava ossos de três pessoas: um homem de meia-idade, um bebê de cerca de um ano e um jovem do sexo masculino.
O homem de meia-idade estava com vários adornos, tinha a boca coberta com uma concha e os dentes incrustados com pedras de jade. Ele também tinha braceletes, colares e o que os arqueólogos acreditam ser uma máscara funerária com olhos feitos com uma pedra vulcânica verde.
Os investigadores acreditam que, a julgar pela qualidade das joias com as quais o homem foi sepultado, ele deve ter sido uma pessoa importante.
Eles dizem que os outros dois corpos – do bebê e do jovem – podem ter sido colocados depois na tumba para acompanhar o homem morto e foram possivelmente sacrificados.
Os pesquisadores dizem que a posição dos ossos sugere que o bebê foi colocado cuidadosamente na tumba, enquanto o jovem foi possivelmente jogado na câmara funerária.
No anexo à câmara principal, os arqueólogos encontraram outra sala pequena contendo o esqueleto de uma mulher, também com muitos adornos de âmbar e pingentes representando pássaros e um macaco.
O número e a variedade das oferendas sugerem que as pessoas que viviam nesta região naquela época realizavam trocas com lugares tão distantes quanto a costa do Golfo do México e o Vale Motagua, na Guatemala, região rica em jade.
Os pesquisadores dizem ainda que a descoberta sugere que havia seres humanos vivendo na região de Chiapas, no sul do México, desde 1200 A.C.
Fonte: BBC Brasil



7 - Pesquisadores encontram muro de 23 mil anos na Grécia

 

Um grupo de paleontologistas gregos descobriu um muro de pedra de 23 mil anos – o mais antigo do país – em uma gruta da Tessália, centro do país, informou o ministério da Cultura.
A idade do muro, provavelmente um dos mais antigos do mundo, foi estabelecida através de um processo de detecção por luminescência óptica.
“A datação corresponde ao período mais frio da última época glacial, o que indica que foi construído pelos habitantes paleolíticos da gruta para se proteger do frio”, afirma o comunicado do ministério.
O muro cobre dois terços da entrada da gruta, lugar onde os paleontologistas escavam há 25 anos.
A gruta está localizada nos arredores de Kalambaka e perto dos meteoritos sobre os quais se encontram os célebres mosteiros de Meteora.
O muro cobre dois terços da entrada da gruta
O muro cobre dois terços da entrada da gruta


Fonte: AFP/Terra



8 - Arqueólogos encontram esqueletos abraçados há 6 mil anos

 

Mais um achado de esqueletos abraçados, dessa vez na Espanha. Já tinha acontecido na Itália, em 2007:
- Esqueletos de 5 mil anos são achados abraçados
E em 2008, na Alemanha, dessa vez uma família:
- Família mais antiga ‘foi morta’, dizem cientistas

Após 20 meses de investigações, arqueólogos da Espanha concluíram que um par de esqueletos encontrados abraçados, no sul do país, tem 6 mil anos. Embora os ossos tenham sido achados em 2008, a revelação de que eles foram encontrados só foi feita agora, após o estudo detalhado dos esqueletos – que especialistas estão chamando de “os apaixonados“.

A descoberta foi feita por acaso por operários da prefeitura de San Fernando, na província de Cádiz, quando eles preparavam um terreno para construir um estádio de hóquei sobre grama. Cientistas consideraram o achado “extraordinário do ponto de vista emocional”.
Segundo a antropóloga Milagros Macías, que analisou a fossa dos esqueletos, “o indivíduo depositado à direita corresponde a um adulto com idade dental estimada entre 35 e 40 anos e o da esquerda corresponde a uma menina de 12 anos”.
O relatório confirma ainda que os dois teriam sido enterrados abraçados de propósito. “Não há dúvidas sobre a intenção por parte dos que executaram o enterro de que houvesse contato físico entre ambos, Já que certamente existiria um forte vínculo afetivo (entre eles).”
A descoberta dos esqueletos foi feita por acaso por operários da prefeitura de San Fernando, na província de Cádiz

A descoberta dos esqueletos foi feita por acaso por operários da prefeitura de San Fernando, na província de Cádiz
Vínculo de amor

O diretor das escavações, Eduardo Vijande, no entanto, diz que “ainda é cedo para garantir que se trate de um casal apaixonado”. Segundo ele, falta conhecer os resultados das provas antropomórficas e antropométricas para saber se o esqueleto da direita, o adulto, pertence a um homem ou uma mulher, além de exames de DNA que poderiam determinar a existência de uma relação familiar entre ambos. “Poderiam ser pai e filha, ou mãe e filha, o que mudaria o romantismo do descobrimento, mas ainda assim mantém o vínculo de um grande amor”, afirmou Vijande.
O estudo sobre as ossadas, feito pelo gabinete arqueológico Figlina, destaca a forma em que os braços e pernas foram entrelaçados indicando “mortes simultâneas ou muito próximas no tempo”.
Os investigadores se surpreenderam também com a descoberta de pigmentação ocre na metade inferior dos esqueletos e a localização de várias agulhas de osso na parte posterior do crânio do indivíduo adulto.
Segundo os antropólogos, isso estaria relacionado com os costumes de penteado da época. O local onde os esqueletos foram descobertos, em San Fernando, se tornou grande sítio arqueológico.
Lá foi encontrado um cemitério pré-histórico de 6 mil anos de idade, do período neolítico, com 83 ossadas em um estado de conservação que surpreendeu os especialistas.


Fonte: BBC Brasil/Terra



8 - MACACO TERIA SURGIDO A PARTIR DO HOMO SAPIENS


publicado no ScienceBlogs.com .

O antropólogo Prof. C. Owen Lovejoy, da Universidade
Estadual de Kent, em Ohio, EUA
, especializado em estudos
sobre as origens da espécie humana, assegura ter encontrado
evidências de que não foram os homens que surgiram a partir
dos macacos, mas, ao contrário, foram os macacos que
apareceram a partir do homem.

O cientista embasou sua conclusão em avaliações dos
ossos de uma fêmea do Ardipithecus ramidus, um hominídeo
que viveu há 4,4 milhões de anos na região da Etiópia.
O paleoantropólogo Tim White, da Universidade da
Califórnia em Berkeley
, concorda quando diz que a
ossada, carinhosamente apelidada como “Ardi“, não é de
uma criatura semelhante a um chimpanzé ou a um gorila,
mas algo diferente que revela como eram os nossos ancestrais.
Até agora, o antepassado mais antigo do homem estava
representado pelos restos da “Lucy“, uma fêmea de Australopithecus,
que viveu há 3,2 milhões de anos, descoberta em 1974.
Ardi é mais antiga e não é macaco, nem completamente humana.


Artigo no ScienceBlog (em inglês):
http://www.scienceblog.com/cms/kent-state-university-professor-c-owen-lovejoy-helps-unveil-oldest-hominid-skeleton-25756.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+scienceblogrssfeed+%28Science+Blog%29
O abstract na ScienceMag (em inglês):
www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/326/5949/73

________________________________________________________

9 - O professor C. Owen Lovejoy da Universidade do Estado de Kent ajuda a desvelar o mais antigo esqueleto hominídeo

(tradução – Inconsciente Coletivo)
C. Owen Lovejoy

Jogue fora todos aqueles posteres e livros que retratam um macaco evoluindo até um ser humano, diz o professor de Antropologia da Universidade do Estado de Kent, Dr. C. Owen Lovejoy. Um antropólogo biologista reconhecido internacionalmente que se especializou no estudo da origem humana, Lovejoy é um dos primeiros autores a revelar as descobertas de sua pesquisa sobre o Ardipithecus ramidus, uma espécie de hominídeo que viveu há 4,4 milhões de anos atrás, naquela que hoje é a Etiópia.
“As pessoas frequentemente pensam que nós evoluímos dos macacos, mas não, os macacos de muitas maneiras evoluíram a partir de nós”, disse Lovejoy. “Pensar que os humanos são chimpanzés modificados tem sido uma ideia popular. Pelo estudo do Ardipithecus ramidus, ou ‘Ardi’, nós aprendemos que não podemos compreender ou moldar a evolução humana a partir dos chimpanzés e gorilas”.
Uma edição especial da Science (www.sciencemag.org), que estará disponível em 2 de Outubro, irá apresentar 11 ensaios que serão a primeira descrição formal de “Ardi”, um esqueleto parcial feminino. Lovejoy foi o autor principal em cinco ensaios e contribuiu para outros três adicionais. Pelos últimos sete anos, ele tem feito parte de uma grande pesquisa internacional que estuda “Ardi”, servindo como anatomista “postcranial” e teórico comportamental.
Um dos feitos mais reconhecidos de Lovejoy é a reconstrução do esqueleto de “Lucy”, um fóssil de um ancestral humano que andava de modo ereto há mais de três milhões de anos atrás. ” ‘Ardi’ é um milhão de anos mais antigo do que ‘Lucy’, mais instrutivo que ‘Lucy’, e ‘Ardi’ muda o que conhecemos sobre a evolução humana”.
Quando comparado “Ardi” com “Lucy”, diz que trabalhar com “Ardi” foi muito mais excitante e interessante. “Ela fornece respostas reais”, disse ele.
Residente de Kent, Ohio, Lovejoy leciona na Universidade de Kent há 40 anos. Ele é um autor largamente publicado, com mais de 100 artigos em publicações de prestígio. Ele também detém a honra de ter sido premiado como um dos autores “Mais citados” das ciências sociais, segundo o Institute for Scientific Information (Instituto para a Informação Científica). Em 2007 ele foi eleito para afiliação ao National Academy of Sciences (NAS) (Academia Nacional de Ciências) pela excelência em pesquisa científica original. Afiliação ao NAS é uma da maiores honras dadas a um cientista nos EUA.





Fonte: Verdade Oculta

__._,_.___